Proposição de um caso Nome do aluno: Olegário Brito Júnior Nascimento: 05/07/1997. Ano: 5º “C” do Ensino Fundamental I Turno: Matutino Diagnóstico: Paralisia cerebral (Deficiência Física) Segundo relato da mãe, a gestação foi bastante complicada, pois tinha problemas de saúde, ou seja, cardíaca e cirurgiada no coração. No período da gravidez teve várias paradas respiratória e cardíaca, causando a falta de oxigenação para cérebro do bebê que se encontrava no ventre materno. O parto foi realizado as pressas, Cesário. A criança recebeu oxigênio e ficou dias na cubadora. Os sintomas apareceram, após alguns meses de vida. O diagnóstico clínico é de paralisia cerebral. Não anda; tem o lado esquerdo comprometido. O membro superior esquerdo com pouca coordenação motora, ou seja, apresenta diminuição de força muscular, nos membros superiores e inferiores esquerdos, causando déficit no controle motor. Necessita de ajuda durante a locomoção da cadeira de roda, na utilização do banheiro e vestuário. Atualmente os pais são separados a que lhe causa mais transtornos, pois devia visitar o Hospital Sarah em Fortaleza, hospital de reabilitação. Afirma ter perdido o contato com o mesmo, e com isso as coisas ficaram mais difíceis. Era de responsabilidade do pai fazer o acompanhamento ao médico, a fisioterapia, etc. A mãe não pode fazer esforços físicos, que pode levá-la a morte. Na verdade é a mãe que participa da vida escolar do aluno, fazendo a matrícula, paga um garoto de 13 anos para levá-lo a escola e buscá-lo de volta a casa dele. A mãe se compadece do problema de saúde, e com isto alega não ter condições de acompanhar o filho. Mas mostra a preocupação com a situação. Afirma ser consciente do processo de inclusão. Quando questionada sobre o desenvolvimento escolar de Olegário, ela ponta todas as dificuldades financeira, sabendo que o filho recebe o benéfico de prestação continuada. As reclamações são direcionadas ao filho, que o mesmo é preguiçoso e não gosta de ler, mas diz colaborar com todas as tarefas escolares(mãe). Segundo os relatos do filho, a mãe é boa, e ele precisa cuidar dela, não pode contrariá-la, está certo de agir assim, para o bem da saúde. A história prolonga-se quando percebemos que o mesmo usa óculos de grau, e há dois anos não faz revisão, o trabalho odontológico sem revisão a mais de dois semestres ou mais, os grampos coloridos presos nos dentes, sem ligas. O aluno não lancha e não bebe água, para ir pouco ao banheiro, pois é desconfortável e constrangedor. Não usa a cadeira adaptada, pois não há uma pessoa para fazer as trocas da cadeira dele(de casa)para a cadeira de roda confortável da escola. Conheci a mãe e o aluno esse ano (2013), ela só fez uma visita na sala de SRM/ AEE, agendei outra visita, para informar e orientar sobre os direitos e as necessidades de ações pedagógicas para garantir o acesso e permanência ao ambiente e aos conhecimentos escolares, mas ela ainda não compareceu. Ele é um adolescente bem comunicativo entre seus pares, apresenta idéias e questionamentos coerentes com os assuntos pautados, sabe exemplificar e argumentar as dificuldades vivenciadas. Consciente de todo o problema causado pela deficiência física, aceita bem a deficiência, não é mal humorado e demonstra atitudes de adultos. Apesar de todos os diálogos a cerca das situações vivenciadas pelo filho, a mãe não mostrou atitudes para lutar pelos direitos de inclusão. Não fez nenhum tipo de exigência nas questões de acessibilidade curricular ou de quebra das barreiras arquitetônica que o impossibilite ao convivo escolar e social, e ao acesso dos tratamentos de saúde. Nesta última questão, podemos acredita que a zona rural de Mossoró encontra-se sem médicos. O aluno já foi atendido pela APAE desde os 02 anos de idade. Chegou a engatinhar, mas quando chegou o período de andar, iniciou-se o tratamento na APAE de fisioterapia. E atualmente não tem nenhum um tipo de atendimento médico, pois não consegue o requerimento para a marcação de consulta e de exames. O Olegário sente muita dor na coluna devido à postura e o número de horas sentado. Com seus 16 anos de idade completo, apresenta dificuldades para resolver cálculos matemáticos, efetivar as operações fundamentais e a prova real. A leitura e a escrita por extenso de números com mais de duas classes fica complicado. Necessita criar o hábito de ler diariamente diversos portadores de textos, e melhorar a construção da escrita e de textos, no trabalho das análises interpretativas de textos diversificados. Não frequenta a Sala de Recursos Multifuncionais e o AEE da escola, pois não tem o acompanhante. Sendo que esse atendimento é realizado no contra- turno. Olegário é respeitado pelos colegas de turma, tem um lugar reservado na primeira fila da sala, bem no centro. Os colegas colaboram em levá-lo ao banheiro, compartilha todos os assuntos debatidos na aula. Entretanto, não circula no intervalo da escola (recreio). O aluno não tem nenhum profissional de apoio escolar, para as atividades pedagógicas, não têm adaptações curriculares, pois ele consegue registrar da lousa branca, ler, pesquisar e registrar as respostas. A mão direita possibilita a escrita e o uso do computador (o mouse). Ele sonha em possui um computador, mas a mãe diz que ficará mais preguiçoso. Quando estiver estudando o ensino médio, será providenciado o notebook. A área cognitiva, auditiva, visual não o impede de aprender, esses órgãos e funções estão todos bem preservados para garantir um bom processo de ensino e aprendizagem. O acompanhamento escolar (cuidador escolar) e um computador como uma ferramenta tecnológica será imprescindível aos trabalhos de pesquisa, de estudos, de leitura, de escrita e aos momentos de entretenimentos. A professora do AEE dele é pedagoga, psicopedagoga e estar cursando especializando em Atendimento Educacional Especializado, e realizar o atendimento dele nas sexta-feira no horário de aula, duas vezes por mês. Pois esse dia é destinado as visitas nas sala de aulas, planejamentos e colaborar com as situações de atendimentos. No momento falta o professor do AEE do turno matutino. Embora o horário dele é o vespertino. Mas são os percalços da vida escolar no mundo globalizado que promove a verdadeira inclusão.
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