Caminhando na inclusão: A escola e o AEE para pessoa surda na perspectiva ...: Jane Nogueira da Silva Gomes* [i] ...
Hoje é o Dia Internacional do Síndrome de Down, curtam esse vídeo interessante!
sábado, 22 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
A escola e o AEE para pessoa surda na perspectiva da inclusão
Jane
Nogueira da Silva Gomes*[i]
Por
dois ou mais séculos de estudos para pessoas surdas no processo de ensino e
aprendizagem, teóricos mostraram estudos, experiências e debateram em cima de
duas vertentes: o Oralismo e o Gestualismo, e depois a Comunicação Total,
surgindo após essas concepções históricas, a proposta do Biliguismo, no qual
possibilitou um atendimento especializado e um novo aprendizado de inclusão
escolar. Em detrimentos aos conceitos levantados vieram as experiências nos
quais as pessoas surdas se propuseram a modelos de práxi didático-pedagógicos,
que acarretaram sucessos e fracasso escolar sobre as concepções de práticas
educativas que não ressaltaram as potencialidades de cada criança surda que se
encontravam nas escolas e evidentemente nas limitações da língua.
O Oralismo visava ao aprendizado da
oralização, sobre os resíduos auditivos, trabalhar a leitura labial e,
sobretudo a comunicação oral, sem direito a gesticulação. Houve inúmeros
obstáculos no qual sucedeu o Gestualismo que possibilitou ao aluno surdo a usar
os sinais manuais no sentido de aprender. Entretanto, não garantia aquisição
dos conhecimentos científicos, produzindo dificuldades na comunicação como
também na dinâmica da linguagem escrita, ou seja, surgiam os problemas
lingüísticos. Com a Comunicação Total, o aluno pode utilizar paralelamente o
Oralismo e o Gestualismo. Mas os entendimentos não foram satisfatórios, pois
não se trabalhou uma proposta que se integra cada ensino da língua. A LIBRAS*[ii] e
Língua Portuguesa que é a língua oficial do Brasil.
O AEE*[iii]
precisa organiza-se para o Atendimento Educacional Especializado para a pessoa
surda na escola comum, iniciando a ampliação das propostas curriculares, a
mudanças das práticas pedagógicas, buscar os profissionais especializado em
Letras/Libras, profissional interprete em LIBRAS, os recursos
didático-pedagógicos para a atuação do professor nas aulas e nos atendimentos.
E só então perceberemos os resultados do ensino e aprendizagem numa perspectiva
de inclusão. Damázio (2005) nos faz compreender que:
O
fracasso do processo educativo das pessoas com surdez é um problema da
qualidade das práticas pedagógicas e não um problema somente focado nessa ou
naquela língua, ou mesmo numa diferença cultural, envolvendo outra cultura, uma
comunidade com identidades surdas próprias.
Sabe se que as crianças surdas terão
problemas linguísticos, pela falta do aprendizado perante as
teorias-metodológicas e o didático-pedagógico, que corresponde o AEE de Libras,
O AEE em Libras e o AEE para o ensino de Língua Portuguesa. E a nova política
de Educação especial na perspectiva inclusiva vem legitimar com a bordagem
bilíngue sobre os dispositivos legais do Decreto 5.626 de 5 de dezembro de
2005. Assegura e garante os recursos, os profissionais especializados como
também a presença do interprete de Libras na sala de aula e nos espaços
escolares.
O
AEE em LIBRAS propõe um atendimento no horário inverso à escolarização, na SRM*[iv],
acompanhando os conteúdos curriculares elaborados pela série/ano de
escolaridade, os conteúdos em Libras, a organização didático-pedagógicos,
selecionar os recursos necessários aos atendimentos em AEE e das aulas das
demais áreas do conhecimento. O atendimento pode acontecer antecipado, pois o
aluno surdo precisa já está compreendido sobre os conteúdos que irão ser
estudados nas aulas do ensino comum, ou seja, nas especificidades das áreas do
conhecimento.
O
AEE de Libras responsabiliza o professor e/ou instrutor libras (profissionais
com surdez) a realizar um atendimento didático-pedagógico
para o aluno com surdez, diagnosticar os conhecimentos prévios e planejar de
acordo com as necessidades do aluno, ter oportunidades de direitos para
aquisição dos conhecimentos científicos, e efetivar as atividades curriculares
no contra turno de estudos da sala comum. Utilizar materiais ou recursos de
tecnologias assistivos de alto e baixo custo. Avaliar continuamente, fazer
registros do desenvolvimento da aprendizagem como apontar também as
dificuldades. Preocupa-se com a proposta Bilíngue e não praticar o bimodalismo,
que mistura a Libras e a Língua Portuguesa, que são duas línguas de estruturas
linguísticas diferentes.
Já
o AEE para o ensino da Língua Portuguesa trabalhará o processo de ensino e
aprendizagem no sentido de desenvolver as modalidades da escrita: leitura,
interpretação textual e produção de texto com coesão e coerência, fazer uso de
imagens, vídeos, álbum, etc. Entretanto, propor aquisição dos conceitos científicos
de língua e linguagem, numa práxi didático-pedagógico. Trabalhar os conteúdos
que compõe o currículo escolar nas especificidades da escrita e dos aspectos
formais da língua. Entretanto, o profissional para atuar nesta área do
conhecimento precisa ter formação acadêmica em língua Portuguesa, planejar
sobre ótica do nível de aprendizagem do aluno surdo sobre os atendimentos
diagnosticado de forma interventiva, avaliativa e mediadora.
REFERÊNCIA
DAMÁZIO,
M. F.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento
Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5,2010.
P.46-57.
[i]
Professora do AEE, pedagoga, psicopedagoga e aluna do curso de especialização
em AEE-UFC/MEC.
[ii]
Língua Brasileira de Sinais.
[iii]
Atendimento Educacional Especializado.
[iv]
Sala de Recursos Multifuncionais.
Assinar:
Postagens (Atom)

