terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os benefícios da descrição e da audiodescrição




Os benefícios da descrição e da audiodescrição

         A audiodescrição é um trabalho que oportuniza a pessoa cega ou baixa visão a vivenciar o trabalho articulado do contexto escolar, da vida social e familiar. Compreendemos que esse tipo de atividade profissional regulamentada ou não. Possibilita as construções de conceitos, a partir das especificidades dos detalhes de cenas teatrais, de óperas, filmes, cerimoniais e apresentações culturais, etc. E para isso, o indivíduo supera o seu estado de pertencente ao meio no qual está inserido.
        A contação de diversos portadores de textos, a descrição detalhada das imagens ilustrativas, os personagens e, como todo o enredo e o ambiente da história unidos a possíveis recursos táteis, sonoros e olfativos chamarão a atenção dos alunos, propiciando um melhor entendimento como também um engajamento com a temática.
        Toda a experiência tátil é bastante enfatizada no trabalho do Ensino Fundamental, entretanto esse recurso precisa de outras possibilidades de mediação da linguagem e a conjugação a descrição podendo ampliar, e muito, o entendimento e a significação.
        A relevância da descrição e audiodescrição como recursos técnico, pedagógico, tecnológico ou didático para o deficiente visual mostra a ele a sensação de pertencimento a todos os lugares da sociedade. E mais, favorece uma interpretação precisa, elaboração de conceitos mentais e de maneira mais completa o que assiste. Para isso, Mota (2010) nos diz que:
O primeiro passo para uma prática mais inclusiva que transforme imagens em palavras é conscientizar professores, alunos e pais sobre o que é audiodescrição e sua importância para o acesso às informações e ao mundo imagético, para a ampliação do entendimento, para a autonomia e independência das pessoas cegas e com baixa visão.
Apresentar o trabalho da audiodescrição, fazer a distinção dos conceitos o que é descrição? E a audiodescrição? Propor ao professor do ensino regular a compreender a técnica e fazer o uso contínuo de acordo com as necessidades dos alunos que tem a perda total ou parcial da visão. E, os demais alunos serão contemplados com esses detalhes que às vezes, a leitura, em se só, geram muitas dúvidas. O Maurício Santana (2013) nos aponta a definição de audiodescrição:
A audiodescrição é um modo de tradução audiovisual intersemótica (do visual para o verbal), que consiste na técnica de narração realizada por um audiodescritor, que descreve com o máximo de detalhes e sem julgamentos, tudo que acontece nas cenas de uma obra audiovisual, de acordo com os espaços oferecidos entre os diálogos dos personagens, respeitando o roteiro original, as intenções de pausas, ruídos sonoros e trilhas.
Após todas essas definições é óbvio que as práticas educativas contribuirão para a qualidade do ensino e aprendizagem e para o atendimento da inclusão social.
Os vídeos indicados com audiodescrição e Libras vêm mostrar a inserção da pessoa cega e baixa visão nos espaços da sociedade com naturalidade. E o texto: “Olhos vendados”, vem convidar aos colegas a promover uma ação colaborativa com essa técnica de audiodescrição, entre os professores e alunos e outros colegas de turmas. Jane Nogueira da Silva Gomes - (03/12/2013).


                             
                    

                       OLHOS VENDADOS   
                                                                                        Descrever é fundamental. Se você,
                                                                    professor, tiver alunos com deficiência visual,
                                                                explique como é a sala de aula e os demais espa-
                                                                   ços por onde os alunos vão
                                                                   circular. Incentive os colegas a descreverem ima-
                                                                     gens, gestos, ações, ilustrações nos livros didáti-
                                                                    cos, em cartazes, vídeos e apresentações. Faça
                                                                   simulações com olhos vendados para que os cole-
                                                                 gas possam entender como a falta da visão com-
                                                                  promete o entendimento, como assistir a cenas
                                                                   de um filme. Descreva, com detalhes, ilustrações
                                                                   e características dos personagens na contação
                                                                    de histórias, associando a descrição a possíveis
                                                                     recursos táteis, sonoros e olfativos.



    VER COM PALAVRAS
         Lívia Maria Villela de Mello Motta

Quem audiodescreve vê com palavras.
Vê, observa, registra,
Transforma imagens em palavras...
Para quem não enxerga poder
Peça, filme, desenho,
Até ópera assistir...
E ver com palavras
O que a imagem quer mostrar.
Quem não enxerga
Pode saber que o moço está de preto
E a moça de amarelo...
Que o homem de barbas grisalhas
Entrou e o pacote sobre a mesa colocou...
O que, quem, como, onde e quando
Ganham cores e formas.
As palavras vão chegando
E o entendimento completando.
Um vê, o outro escuta,
E com palavras podem enxergar,
Abrir a janela e espiar...
Cultura e informação acessar.
Quem audiodescreve vê com palavras
E quem assiste também vê com palavras. 



Quer saber mais...

www.vercompalavras.com.br
www.filmesquevoam.com.br
www.blogaudiodescricao.com.br
www.midiace.com.br

domingo, 29 de setembro de 2013

ATIVIDADES LÚDICAS



                                 ATIVIDADES


SALA DE AULA COMUM

                                   JOGO TANGRAM

Objetivos:
v  Desenvolver estratégias de resoluções de problemas;
v  Desenvolver habilidades de lateralidade;
v  Criar texto oral em grupos, individual ou coletivo.

Atividades:
Trabalhar a história do Jogo TANGRAM
Pesquisar o vocábulo no dicionário;
Apresentar em slides, fotos ou figuras de montagens do jogo TANGRAM;
Montar a figura do BARCO e CASA;
Criar uma história oral sobre uma figura formada;
Desenhar a figura formada;
Crie outra figura.

Avaliação:
Acompanhar o desenvolvimento da turma, o desempenho de cada aluno; observar e verificar as evoluções e os avanços significativos pertinentes aos objetivos elaborados.












                                       ATIVIDADES NO AEE


  JOGO TANGRAM

  OBJETIVOS:

v  Trabalhar o jogo como uma brincadeira;
v  Entregar as peças destacando os nomes;
v  Trabalhar os conceitos matemáticos possíveis.





A DESCRIÇÃO: Utilizar as sete (7) peças do jogo TANGRAM e formar as figuras: BARCO e CASA. As peças foram todas entregas ao aluno. Percebe se que ela cria a figura que deseja. Mas é preciso criar estratégias para levar o aluno com DI a compreender a montar a figura BARCO. Então passamos a entregar uma peça de cada vez, enfatizar as cores, as formas os tamanhos e as quantidades de peças. Mostrar as possibilidades de encaixe. Fazer comparações entre os modelos de figuras presentes na tampa da caixa e o modelo de Xerox da figura do BARCO – CASA.
        Ao entregar as peças podemos criar os conceitos matemáticos; fora, dentro, debaixo, em cima, de lado, direito, esquerdo, etc.
        O DI tem suas limitações no processo de construção de conceitos, mas não se pode negar o direito de promover o aprender, de se provocar para desequilibrar as funções cognitivas e verificar os avanços ou retrocessos. Sabe-se que cada aluno tem seu nível de aprendizagem. Então foi um prazer objetivar todos esses objetivos pontuados nessa atividade. Consciente que em outro atendimento o aluno tenha esquecido a maioria dos conceitos elaborados. Mas vamos continuar propondo todas as possibilidades para ocorrer o ensino e aprendizagem. Temos que ter paciência, pois o DI apresenta ritmos distintos entre eles, ou seja, os alunos com deficiência intelectual nos impõem a estudos, pesquisas e elaboração de planejamentos para adequar e adaptar as atividades ao nível de compreensão cognitiva dele.


sábado, 7 de setembro de 2013

A importância do Plano de AEE

DF_Teoria e o Plano de AEE
A importância do Plano de AEE e do Estudo de Caso é porque proporciona ao professor do Atendimento Educacional Especializado-AEE o conhecimento mais aprofundado a respeito do aluno com deficiência, como também apropriar-se dos aspectos históricos, sócio, cultural, econômico e educacional dele.
E, sobretudo a elaborar pesquisas para conhecer as especificidades das patologias que integra as deficiências do aluno. Registrar as possibilidades que se pode oferecer ao mesmo. Identificar o potencial que ele trás para se, e com isto receber os complementos e suplementos no processo de ensino e aprendizagem.
Montar toda a história, ou seja, mapear a rotina, os cuidadores, os agendamentos do EE, os atendimentos com os especialistas da área da saúde, as tarefas escolares, a participação na associação dos deficientes, o momento de lazer com a família e com os amigos.
Listar os recursos didáticos, pedagógicos, tecnologia assistiva de baixo e alto custo, Comunicação Aumentativa e Alternativa. Articular a compra e a construção desses materias que irá possibilitar a viabilidades na qualidade do aprender, como também na dinâmica da acessibilidade dos espaços escolares e sociais.
O contexto muda na individualidade de cada aluno, precisam se de estudos, de autonomia para realizar as ações colaborativas junto aos parceiros do AEE: a família, a gestão escolar e com os professores. Apresentar as necessidades e as dificuldades para todos que fazem parte da comunidade escolar, direta ou indiretamente contribuindo com o processo de inclusão. E, todavia as modificações tanto no currículo como nos recursos de estruturas físicas tem que estar sendo discutidas e atendidas em benefício ao desempenho escolar do aluno. Essas mudanças estão caracterizadas aos detalhes de cada deficiência física, por exemplo: correções e adaptações de equipamentos e materias escolares, que oportunize o acesso de uso de um lápis ou outro objeto.
Entretanto, a acessibilidade nos remete a refletir e a compreender o que nos diz: “Wilson (1971), grande parte das crianças que tem deficiências físicas é beneficiada com somente algumas modificações no ambiente físico, nos materias e equipamentos utilizados para a atividade escolar”.
Podemos levantar outras hipóteses, que a criança com deficiência física tenha problemas neuro-motor, mas havendo possibilidades de desenvolver os recursos cognitivos existentes. Para isso, é necessário rever o papel do professor, quanto aplicação do currículo, os procedimentos metodológicos, os objetivos propostos e a avaliação diagnóstica e interventiva nas áreas pedagógicas.
“O professor ativo e criador é capaz de encontrar várias maneiras para favorecer o desenvolvimento da coordenação física, à medida que a aprendizagem acadêmica do aluno progrida. Equipamentos especiais pode também ser pensados, e organizados, com o auxílio de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional (MEC/SEESP)”. Neste sentido o professor do AEE com o Plano de AEE elaborado, mostra as possibilidades e o potencial do aluno e quais recursos e modificações necessárias para promover a aprendizagem.
Contudo, os procedimentos citados somarão ao poder de criatividade do professor da sala de aula comum. Buscar os recursos de TA E CAA e pesquisar outros apontado nos fascículos da Coleção-A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar no portal do MEC/SEESP.
O Plano de AEE é essencial para execução das atividades na Sala de Recursos Multifuncionais e ser vivenciado pedagogicamente na sala regular de ensino, com a colaboração de todos da escola. E que no futuro próximo não possamos mais da prestação de serviço do AEE.